terça-feira, 16 de junho de 2015

foTo - graPhia












Sr.

Caro, meu caro
Pela minha embriaguez pago caro
Por um trago não reclamo
Exclamo - Caro!
Meu caro.


foto: Assis  garceZ

sábado, 25 de abril de 2015

dançAR


DESVIO SINAL
insurgência de corpos urbanos

Não apenas uma intervenção ou interferência - um grito mudo corporal; um revés com o mesmo corpo que a todo instante condicionado por cores temporizadas atesta a escravidão de si mesmo em uma rotina autômata que condiciona e cega. Ir e vir é o que basta onde ver e ouvir é substituído pelo simples e transitório olhar e escutar, contudo, há dança! Dança que manisfesta, que impacta como um despertador, que acorda outro corpo para a necessidade de não contentar-se somente com o ir e vir, pois, só isso não basta; um corpo tem que Ser e Estar. Belíssimo espetáculo de dança contemporânea realizado pelo Muovere Cia de Dança Contemporânea - (RS) nos semáforos de uma cidade; na rua os bailarinos Eduardo Richa, Joana Amaral, Letícia Paranhos e Maria Anitta Brusque como Dom Quixotes enfrentam os dragões em coreografias de beleza ímpar com sua natureza bélica. Direção geral e coreográfica Jussara Miranda e Direção artística Diego Mac; no figurino Daniel Lion. Simplesmente EXCELENTE.
























































texto/fotos: Assis garceZ

terça-feira, 31 de março de 2015

crÔnica




Reflexos de um horário de pico

Os faróis do fim do dia rumo as suas garagens vazias
Buzinas destinadas a qualquer ato, a qualquer um.
Cachorros sem dono atravessam esquinas
Faixas de pedestres, bicicletas de todas as cores
Lixos, postes, hidrômetros e ponto de ônibus
Enquanto isso a duas quadras torcedores do Atlético se matam delicadamente por amor a suas camisas de time.
Tantas caras para um fim de tarde complexo
Músicas nostálgicas para sensações sem explicações
Sombras dos veículos na rua, criam uma uma sombra urbana no meu quarto do 3° andar em um horário de pico qualquer.
Padarias abaixam as portas, açougues com carência de clientes, não se come mais carne bovina como antigamente
Que tal esvaziar o cinzeiro, pergunta meu cérebro, e a monotonia gera um descaso no meu corpo, permitindo com que me mantenha em estado de órbita por mais alguns dias.


Samara Peradostos - Curitiba/PR - Brasil